Curiosidades

Como surgiu o vibrador?

Os vibradores são populares entre o público adulto, mas da onde exatamente eles surgiram? Portanto, confira os mitos e verdades em torno do sex toy.

Historicamente, é dito que Cleópatra (69-30 A.C.) usava uma abobora cheia de abelhas para estimular as suas genitais, esse teoria é até hoje lembrada como a primeira tentativa de vibrador DIY. Embora não exista evidências arqueológicas e concretas para confirmar a suposta invenção da Cleópatra, é legal pensar que já existiam tentativas de criação de um vibrador em tempos mais antigos.

Diversas conexões foram feitas entre os vibradores e o diagnóstico de “histeria”. O termo surgiu com base no grego “hysterika”, que significa útero. A histeria era um problema feminino cujos sintomas incluíam irritabilidade, insônia, dores de cabeça, ansiedade, choro e falta de apetite.

O vibrador nos anos 1800.

Avançando por mil (e alguns) anos chegamos a ideia popular na história de que o vibrador foi inventado por médicos ocidentais no século XIX, e eram utilizados para tratamento de mulheres histéricas.

Nos anos 1800, o processo de industrialização alterou completamente diversos aspectos da sociedade, incluindo a medicina. O primeiro vibrador elétrico foi inventado por Joseph Mortimer Granville em 1883. Antes disso, máquinas semelhantes ao massageador de mesa “The Manipulator”, funcionando a vapor, criada pelo Dr. George Taylor, já estivessem em uso na França e nos EUA.

O vibrador em 1900.

Diversos médicos e profissionais da saúde se frustraram com o fracasso ao tentarem utilizar os vibradores para tratar doenças. No ano de 1915, a Associação Médica Americana afirmou que a indústria do vibrador era uma “grande ilusão”. Por causa desse posicionamento, os fabricantes de vibradores mudaram a forma como abordavam e começaram a divulgar os seus produtos como “eletrodomésticos” para homens e mulheres de todas as idades.

Era possível encontrar os anúncios em grande escala em revistas populares e até mesmo no “New York Times”, alegando que os vibradores poderiam curar tudo, desde rugas até a malária. Os vibradores começaram a ser vendidos em lojas de departamentos e em catálogos populares de pedidos pelos correios, como Good Housekeeping.

Na época, a masturbação era profundamente vista como um ato vergonhoso ou obsceno. Isso significava que os vibradores não poderiam ser publicamente anunciados como produtos sexuais. Como uma estratégia para driblar essa barreira, os fabricantes de vibradores optaram por enfatizar os usos não sexuais dos vibradores e utilizar linguagens eufemísticas para sugerir o uso sexual dos seus produtos.

Anos 20 a 50: “Esse sentimento ótimo de estar vivo”

Em 1954, Alfred Kinsey publicou pesquisas inovadoras sobre a sexualidade feminina, informando uma descoberta de que 62% das mulheres avaliadas na época se masturbavam, embora ele não mencionou o uso de vibradores.

Por essa época, a agência federal americana “Food & Drug Administration” (FDA) começou coibir a utilização de vibradores, não pelo associação com o ato da masturbação em si, mas sim por um problema com a venda dos vibradores sendo anunciada como a cura para todos os males, apontando que os benefícios da vibração se limitavam apenas a um “alívio temporário de pequenos problemas físicos”.

Já em 1956, o shopping Sears produziu o próprio vibrador e anunciou ele como dando a você “Esse sentimento ótimo de estar vivo”.

Anos 60 a 70: Masturbação como uma forma de libertação.

No final dos anos 60, a educadora sexual e artista Betty Dodson começou fazendo oficinas de masturbação só para mulheres em Nova York. Além de seus trabalhos originais, a partir de meados dos anos 70, Dodson começou a recomendar o “Hitachi Magic Wand”, sendo um pilar para tornar a varinha mágica um dos vibradores mais populares e conhecidos de todos os tempos.

Dodson não foi a única escritora da época que exaltou o uso de vibradores: o médico britânico Alex Comfort se animou com os vibradores e publicou “The Joy of Sex” (1972), dizendo, “Eles podem produzir alguma uma sensação sensual em quase toda mulher”.

Anos 80 a 90: Vibradores rabbit.

Na década de 80, a masturbação finalmente se tornou um assunto popular. Em 1983, a empresa de brinquedos sexuais “Vibratex” se tornou a primeira organização a fazer vibradores com componentes externos e internos para os Estados Unidos. Estes vibradores foram produzidos com cores brilhantes e tendo formas de animais, com o objetivo de contornar a lei de obscenidade no Japão, onde foram produzidos.

Os animais todos tinham um componente interno semelhante a um pênis, juntamente com diferentes tipos de sensores para uma estimulação externa. Poderiam ser encontrado com 4 diferentes formatos, sendo o castor, canguru, tartaruga e o coelho, dentre todos os formatos o coelho foi o único que dominou os holofotes graças, em parte, a uma aparição no seriado americana “Sex and the City”. O episódio foi no ar em 1998 mostrava a personagem Charlotte se tornando viciada em um vibrador rabbit.

O vibrador nos tempos atuais

Hoje, os vibradores são vendidos em várias lojas e são fáceis de comprar em lojas especializadas online. O mercado de produtos eróticos movimenta bilhões e não para de crescer, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME) o mercado de produtos eróticos fechou o ano de 2019 com um aumento de 8% na comparação com ano anterior, e em 2020, o aumento foi influenciado pela pandemia e ficou na casa dos 12%.

Todos os anos são lançados vibradores com novos formatos, materiais, funções e até mesmo com uma outra tecnologia, pois, os vibradores sempre acompanharam o avanço da tecnologia, atualmente é extremamente fácil encontrar vibradores que possam se adequar em praticamente em qualquer situação, seja vibradores recarregáveis eliminando o uso de pilhas e baterias e o eventual problema com o descarte correto, diferentes materiais que possam te trazer mais conforto e segurança, uma maior variedade de vibrações, ritmos e movimentos. Também há os pequenos vibradores bala, que trazem uma maior praticidade e facilidade de transporte e até mesmo vibradores chaveiros para levar pra qualquer lugar.

Embora ainda haja uma barreira que dificulte o processo de crescimento desse segmento, felizmente grandes mudanças como conversas mais abertas para desmitificar alguns tópicos referentes aos vibradores e tornar esses dispositivos mais acessíveis, ocorreram desde a sua criação.

Bem, agora que você já conhece um pouco mais das origens desse toy que é tão amado, que tal dar uma olhadinha nas diversas versões super modernas que temos para poder alavancar o seu negócio? Acesse e confira! https://meamesextoys.com.br/categoria-produto/vibradores/

Fontes Bibliográficas:

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